| A
escola é fundamental para o aprendizado, tanto profissional
como social. Através dela é que se adquire conhecimento
e se se forma o cidadão, ou seja, a própria sociedade.
A
educação é função da escola
e seria uma continuação da educação
familiar, mas, infelizmente, não é isso que acontece.
A família modificou-se. O tempo de convívio reduziu-se
prejudicando a educação no lar. Por outro lado a
escola não evoluiu para esta nova realidade. Conflitos
são enfrentados no cotidiano escolar, revelando um ambiente
inseguro, conseqüência da violência instalada
em toda a sociedade. A escola acaba projetando a realidade do
contexto em que existe e torna-se incapaz de colocar em prática
seu principal papel: o de transformadora da sociedade através
da transformação dos indivíduos.
Em
um ambiente considerado de conhecimento, de formação
da cidadania e desenvolvimento dos indivíduos, a violência
torna-se mais perniciosa.
Nesta
edição, veremos através dos olhares distintos
e argutos de Miriam Abramovay, socióloga, pesquisadora,
coordenadora da pesquisa Convivência Escolar e Violências
nas Escolas da RITLA (Rede de Informação Tecnológica
Latino-Americana) e de Gey Espinheira (Carlos Geraldo D’Andrea
Espinheira, Doutor em Sociologia, Professor do Departamento de
Sociologia da UFBA) de que forma o espaço escolar tem contribuído
para o problema e a iniciação do jovem na delinqüência.
Ao final apresentamos algumas considerações sobre
a educação como base da segurança.
Entre
e fique à vontade.
Atenciosamente,
Costa
Gomes
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