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A verdade sobre a Segurança
Pública da Bahia
A verdade expressa o que tem conformidade
com o real. Muito longe da simplicidade, é um conceito complexo.
Desde o Mito da Caverna de Platão, ela (a verdade) e a opinião
digladiam pelo mesmo lugar. Em “Verdade e Política”
(ARENDT. 2002) examina a questão e conclui pelo rebaixamento
da verdade filosófica, substituída pela opinião,
que nos conduz a verdade factual. “Fatos informam opiniões,
e as opiniões, inspiradas por diferentes interesses e paixões,
podem diferir amplamente e ainda assim serem legítimas no
que respeita a verdade factual” (ARENDT. 2002, p. 295). O
Observatório examinou os registros do DATASUS, da SSP, da
SEI, do IBGE em busca da verdade (factual).
A verdade exposta em 2010 por nossos
estudos, todos com base em dados oficiais, apontou um escandaloso
aumento nos homicídios no período 2006-2010, tão
assustador que determinadas autoridades preferiram não acreditar
e outros pesquisadores preferiram calar. Insistimos no tratamento
da questão das drogas de modo sério, com centros de
tratamento e internação compulsória, outros
optaram pelo caminho fácil da discriminalização
insana que reservou mercado para os traficantes e tratamento ambulatorial
"voluntário", como se um viciado em "Crack"
fosse voluntariamente se submeter ao tratamento, entre outras sandices.
Os recentes estudos da ONU e UNESCO, com o atraso de uma eleição,
agora apontam o crescimento sem paralelo dos homicídios e
o Governo Federal corre para criar centros de tratamento com oito
anos de atraso.
Considerando que a legitimidade
da ação de governar se dá, em grande medida,
pela capacidade do uso legítimo da força dentro do
próprio território (WEBER, 1999) ou de demonstrar
que realmente existe um governo (BAYLEY, 2001, p.17), a verdade
é que a criminalidade crescente coloca em dúvida a
capacidade do Estado, na sua atual estrutura de governo, govenança
ou gestão, em prover a segurança dos seus cidadãos.
Que possamos encontrar na verdade
um caminho para a paz e felicidade neste novo ano. Feliz Natal.
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